SEXO VERBAL É IMPRESCINDÍVEL !


Especialistas garantem: é fundamental falar obscenidades durante o ato sexual 

Bárbara Semerene, do Paralela 

Os cinco sentidos foram feitos para serem explorados ao máximo. Não é diferente durante o sexo. Além de tocar, lamber e cheirar, é fundamental falar e ouvir. E mais: não existe palavrão entre quatro paredes. Tudo é válido. Xingar, urrar, dizer o que está sentindo e o que espera que o parceiro faça com você. Falar durante a transa é um saudável estímulo sexual.

Mas como em qualquer assunto que envolva um homem, uma mulher e uma cama, falar pode causar constrangimentos. O motivo é fácil de entender: enquanto o vocabulário das moças faz mais a linha romântica, os homens partem para frases, digamos, um pouco pesadas. Nada que um bom papo (fora da cama) não resolva, como você verá a seguir nessa reportagem. O problema, segundo os especialistas ouvidos pelo Paralela, é o silêncio. Que pode ser quebrado com dicas espertas de como "soltar a língua". Coisa que as mulheres que falaram à nossa reportagem sabem muito bem.

Romantismo X palavrões 

Enquanto a mulher fala coisas meigas, o homem tende a apelar para a sacanagem 

É fácil entender por que muitos homens e mulheres têm receio de falar tudo o que vem à cabeça na cama. O que é dito durante a transa pode causar conflitos entre o casal, já que depende do gosto pessoal. Palavras excitante para um podem soar mal para o outro.

Além do que, a linguagem masculina e feminina costuma ser bastante diferente. "As mulheres geralmente gostam mais de falar e ouvir frases carinhosas e românticas, enquanto os homens tendem a falar coisas picantes e pesadas", explica Ângelo Monesi, psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade. Para completar, o homem não está habituado a ouvir. Até o início do século 20, mulher que gemia na cama era considerada "puta". O resquício desse "preconceito" permanece até os dias de hoje. 

Ao mesmo tempo, muitas mulheres se sentem como objetos quando os homens as chamam de "putas" ou coisas do gênero durante a transa. Isso ocorre porque as meninas ainda recebem uma educação mais repressora do que os meninos. "São educadas para serem 'moças bem-comportadas'", diz psicanalista e sexóloga Margareth Labate. Ela dá a dica: "a mulher não deve se sentir agredida com isso pois o parceiro só está liberando suas fantasias, não significa que ele realmente acha a parceira uma puta". 

Labate, no entanto, faz um alerta: "se a parceira não acha agradável ouvir certas coisas, é preciso se abrir com o parceiro. Ela não tem obrigação nenhuma de corresponder às fantasias dele." Do mesmo modo, a mulher tem de dosar o seu discurso na cama. Tem de ter cuidado para não dizer "me come a noite inteira" e acabar deixando o homem ansioso ao ponto de brochar porque acha que não vai conseguir ter ereções suficientes para transar a noite inteira.

Silêncio é problema 

Dificuldade de falar durante o sexo pode ter relação com a fase da amamentação 

O grande problema é o silêncio durante a transa. Segundo a professora de artes sensuais Nelma Penteado a dificuldade de falar é grande em qualquer faixa etária. "Nos meus cursos de Práticas Sexuais Avançadas tem gente de 18 a 70 anos, e não noto mudanças conforme as diferentes gerações de mulheres", relata. Por conta dos tabus, comodismos, vergonha ou receio do que o outro vai pensar, casais mais tradicionais acham que o outro vai se sentir desrespeitado, ou que não vai entender certas palavras. E acabam procurando amantes, serviços de dique-sexo ou chats de sexo pela internet. 

A psicanalista e sexóloga Margareth Labate vai mais longe: "pessoas que têm dificuldade para falar durante o sexo são mal-resolvidas". Segundo ela, o problema começa quando ainda se é um bebê, na chamada "fase oral", que vai até os 18 meses de vida. Já crianças bastante amadas durante esse período tornam-se pessoas extrovertidas e espontâneas no dia-a-dia, que têm facilidade de se expressar verbalmente inclusive na cama. "Geralmente, tiveram uma ótima relação com a mãe, e boas experiências com relação à amamentação. Por isso desenvolveram uma fixação por essa fase. Essas pessoas também são as que têm mais tendência a gostar de fumar", diz a especialista.

Língua solta 

Sete dicas espertas para excitar o parceiro com as palavras 

"Introduza o seu órgão sexual no meu órgão sexual... deixe-me tocar suas aprazíveis nádegas..." Dá para imaginar essa linguagem sendo usada na cama? Entre quatro paredes, a linguagem é sempre mais desinibida e ousada. "Quando você fala, direciona o que quer", ensina a professora de artes sensuais Nelma Penteado. O ideal, segundo ela, é deixar o parceiro a ponto de bala antes mesmo de tocar nele. A liberação sexual não começa no quarto, mas na mente. Aprenda algumas técnicas para se soltar:

1. Leia livros eróticos em voz alta para adquirir intimidade com linguagem sexual;

2. Fale na frente do espelho; 

3. Comece a colocar o "EU" no início das frases para aprender a expressar com clareza o que se quer de maneira geral;

3. Use o disque-sexo para se habituar à linguagem picante. É mais fácil falar palavras obscenas por telefone porque o outro está apenas na nossa fantasia, não é real. Daí o sucesso dos serviços 0900;

4. Se abra com o parceiro sobre o assunto antes de ir para a cama. Assim, ninguém será pego de surpresa na hora do sexo;

5. O casal pode vendar os olhos para não ficar tão inibido na hora de falar;

6. Elogie o parceiro; 

7. Aprenda a elaborar frases excitantes: Verbo de ação + Parte do corpo humano + Adjetivo

Exemplos: "Beija meu seio quente"; "Aperta minha bundinha gostosa"; "lambe minha barriga macia".

 

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